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Crise coloca à prova o paradigma da responsabilidade social corporativa
A responsabilidade social corporativa (RSC) seria um modismo ou um paradigma de gestão, um dispêndio ou um investimento? A RSC deve ter normas de cumprimento obrigatório para acelerar sua incorporação à empresa ou seria aconselhável prosseguir com o modelo atual voluntarista, mais lento, porém mais confiável? Joaquín Garralda, professor de estratégia da escola de negócios Instituto de Empresa (IE) e diretor do Centro PwC-IE de Responsabilidade Corporativa (RC), é autor do livro “Rumo à empresa razoável”. No livro, Garralda apresenta uma perspectiva geral da RC, além de propor um modelo de análise para as empresas. O autor conversou com o Universia-Knowledge@Wharton e deu algumas orientações a serem seguidas para que a RSC seja algo mais do que filantropia empresarial e se converta em um pilar a mais da estratégia corporativa de qualquer empresa que queria maximizar sua rentabilidade.
Publicado em: 21/01/2009
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O caso Bernard Madoff: mais um golpe na confiança
Mercados bem-sucedidos − na verdade, todos os sistemas sociais − requerem de seus participantes que se comportem eticamente. Em entrevista concedida a Knowledge@Wharton, os professores Maurice E. Schweitzer e G. Richard Shell, autores de pesquisas exaustivas sobre o papel da confiança nos mercados, explicam por que até mesmo os investidores mais experientes acreditaram em Bernard Madoff, financista nova-iorquino acusado recentemente de fraude no valor de US$ 50 bilhões mediante um artifício conhecido como esquema Ponzi. A quebra de confiança resultante desse episódio se disseminou por todos os mercados, observam Schweitzer e Shell.
Publicado em: 21/01/2009
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Fundos de hedge: como driblar as críticas e evitar a regulação
Os gestores de fundos de hedge têm sob seu controle US$ 1,9 trilhão em ativos, mas ninguém sabe no que investem e nem mesmo se esses ativos valem de fato a pena. Isto porque os fundos de hedge não são regulados e, conseqüentemente, não se exige deles que apresentem as mesmas demonstrações financeiras detalhadas que são exigidas das empresas de capital aberto. A combinação de possíveis recompensas financeiras elevadas e falta de transparência pode engendrar lapsos éticos, disse Thomas Donaldson, professor da Wharton, durante palestra recente sobre ética na gestão dos fundos de hedge. Para ele, a solução estaria no que chamou de “contrato microssocial”.
Publicado em: 26/11/2008
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Executivos com excesso de autoconfiança têm mais chances de cometer fraudes?
Ninguém chega ao topo da hierarquia administrativa de uma empresa se não tiver um grau elevado de autoconfiança. Todo líder forte e decidido é um indivíduo confiante, mas será que o excesso de confiança faz com que os gerentes ultrapassem os limites do aceitável e cometam fraudes? Uma nova pesquisa feita por Catherine M. Schrand, professora de contabilidade da Wharton, e Sarah L. C. Zechman, doutoranda da mesma instituição, analisa padrões em fraudes e procura determinar se algumas delas decorrem, não do puro interesse pessoal, mas do excesso de otimismo por parte de executivos que se acreditam capazes de dar novo rumo a suas empresas antes de serem atropelados pela sedução da fraude. O estudo tem como título “Executivos extremamente confiantes e a rampa escorregadia da fraude.”
Publicado em: 19/03/2008
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Beisebol, esteróides e ética nos negócios: como a quebra de confiança pode mudar o jogo
No momento em que o senador George Mitchell divulgou finalmente seu relatório sobre o uso de drogas que melhoram o desempenho na Liga Profissional de Beisebol (Major League Baseball) em dezembro do ano passado, muitas de suas conclusões não surpreenderam os fãs do esporte, vários dos quais já tinham ouvido falar do suposto uso de esteróides há anos. Se os fãs sabiam desse comportamento chocante, por que a afluência do público aos jogos continuou a subir? Seriam os “consumidores” de beisebol impermeáveis a lapsos éticos? Não, dizem os professores da Wharton, porém o caso mostra como a predisposição das pessoas, a competição e a falta de supervisão podem trabalhar em conjunto para criar uma atmosfera ética tóxica em qualquer campo.
Publicado em: 05/03/2008
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O microcrédito avança na Argentina, mas a passos lentos
Estima-se que, em 2012, o microcrédito na Argentina chegue a 715 milhões de pesos (cerca de 230 milhões de dólares) e seja utilizado por 540.000 pessoas de baixa renda. Esse crescimento lento, porém constante, ficou evidente durante a crise econômica e social de 2001. Contudo, em comparação com o restante da região, o país está longe de se equiparar ao montante total e ao desenvolvimento alcançados pelo setor, que deverá melhorar a qualidade de vida da população de baixa renda.
Publicado em: 17/10/2007
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A qualidade da diretoria e a importância dos acionistas como eixo dos códigos da boa governança
A governança da empresa ocupou as atenções dos profissionais, professores e autoridades da área econômica nos últimos anos. Também se preocuparam com o assunto Félix J. López Iturriaga e María Liduina Pereira do Carmo, professores do departamento de economia financeira e contabilidade da Universidade de Valladolid, responsáveis por um estudo intitulado Análise internacional dos códigos de boa governança, em que analisam os códigos de boa governança de 29 países de todos os continentes. Os resultados mostram que o movimento de reforma da governança corporativa procura suprir as deficiências do contexto legal e institucional, de modo que os investidores sejam mais bem protegidos em lugares onde gozam de uma menor cobertura legal.
Publicado em: 29/11/2006
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América Latina: cresce o interesse das empresas pela responsabilidade social empresarial
As empresas destinam cada vez mais recursos econômicos para financiar projetos relacionados ao meio ambiente, qualidade, educação, relações com a sociedade e bem-estar dos empregados, entre outros. As origens desse fenômeno cada vez mais comum remetem à necessidade dos empresários de melhorar seu vínculo com os diferentes setores da sociedade de alguma forma vinculados à vida da empresa; atenção para com as demandas da comunidade, dos investidores, às vezes até por mera de questão de moda ou desejo de maior exposição à mídia. O fato é que esse processo vem ocorrendo no mundo todo, e na América Latina há muito ainda o que aperfeiçoar nesse segmento.
Publicado em: 15/11/2006
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Remuneração de diretores dos dois lados do Atlântico
“Nenhum assunto na história da SEC (Comissão de Valores Mobiliários e de Câmbio dos EUA) gerou mais interesse” do que as novas normas aprovadas pelo órgão regulador para os salários de executivos. É o que garante o presidente da instituição, Christopher Cox, que teve de reler até 20.000 comentários e sugestões sobre a decisão de tornar pública a divulgação até do mais ínfimo detalhe relativo à remuneração dos cinco executivos mais importantes de todas as empresas de capital aberto dos EUA. A polêmica se explica pelo temor de que outros países — na Europa, por exemplo — adotem medidas similares, como foi o caso da retirada obrigatória de blindagens, pondo a nu a frágil linha que separa o direito à informação do acionista do direito do executivo à discrição relativa ao montante de salário percebido. Com essa medida, a SEC pretende colocar um ponto final nos escândalos financeiros surgidos na esteira das stock options [opções de ações], o sistema de retribuição financeira por excelência dos EUA na década passada.
Publicado em: 09/08/2006
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Código Conthe: anjo ou demônio?
A Espanha acaba de estrear seu novo código de boa governança. Trata-se de um documento muito esperado e igualmente polêmico. Chega com dois anos de atraso debaixo de uma nuvem de críticas e elogios que dividiu o mundo empresarial. Seus detratores o tacham de intervencionista e de atentar contra a liberdade da empresa. Os defensores do código se dão por satisfeitos por terem chegado finalmente ao nível das nações em que esse tipo de iniciativa encontra-se em estágio avançado, como nos países anglo-saxões. Mas, afinal, de contas, o código Conthe é do bem ou é do mal? Para responder a essa pergunta, consultamos os professores da Universia-Knowledge@Wharton.
Publicado em: 14/06/2006
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