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Fórum sobre globalização: analisando os sucessos e fracassos do mercado
O Fórum Global de Ex-alunos da Wharton de 2005 (Wharton Global Alumni Forum 2005), realizado em Londres em princípios de junho, reuniu participantes de todas as partes do mundo para debater o impacto de “250 anos de globalização”, tema escolhido para o evento. Embora a globalização tenha mudado de fato o modo como alocamos recursos, solucionamos disputas e vendemos produtos nos mercados externos, de algum modo ela foi incapaz de conquistar parcelas consideráveis de consumidores em comunidades diversas do planeta, conforme salientaram os oradores presentes ao Fórum. Também foi discutida a incerteza que ronda os mercados financeiros mundiais, a incapacidade de muitas empresas de produzir valor a partir de investimentos em tecnologia e possíveis desdobramentos decorrentes de políticas comerciais protecionistas, como as que são advogadas atualmente pelos EUA e pela União Européia.
Apresentamos nesta edição a cobertura da conferência e os hyperlinks dos artigos publicados anteriormente sobre o evento. O impacto desigual da globalização, Incerteza toma conta dos mercados financeiros globais.
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| Cosmético e aço: como duas empresas desafiaram a sabedoria tradicional globalizando-se |
O crescimento da Estee Lauder Companies e da Mittal Steel se deu em diferentes indústrias, em épocas diferentes, porém seu sucesso no mercado internacional decorre da determinação de ambas as companhias de olhar além das tendências econômicas do momento. Para Leonard Lauder, a estratégia compreende a fixação de preços com ágio, distribuição selecionada e imagem internacional única. Para Aditya Mittal, a constituição de uma plataforma sólida de clientes e a implementação de um programa de integração único de gerenciamento, bem como a conquista de poder aquisitivo em nível global, são elementos fundamentais para que a empresa se torne a maior fabricante de aço do mundo. Lauder e Mittal participaram, no início de julho, de um painel de estratégias no Fórum Global de Ex-alunos da Wharton de 2005, em Londres. Um terceiro participante, David Li, presidente da UBS China, discorreu sobre a ascensão do país à categoria de potência econômica mundial.
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| OMC: um organismo “frágil” à mercê das políticas protecionistas dos EUA e da União Européia |
Se alguém tem autoridade para falar sobre comércio mundial é Peter Sutherland, presidente da BP e da Goldman Sachs International. Sutherland foi diretor geral e fundador da Organização Mundial do Comércio e diretor geral do GATT (Acordo Geral de Tarifas e Comércio). Em sua opinião, a OMC corre o risco de ser subvertida pelas políticas protecionistas praticadas pelos países desenvolvidos em benefício de suas indústrias domésticas, sobretudo as do segmento têxtil e agrícola. Contudo, o colapso da organização, que ele a certa altura se referiu como “o mais nobre ideal político e econômico” jamais criado pela Europa, seria “um erro fatal e terrível”.
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| Por que grandes investimentos em TI geram retornos tão baixos para os acionistas |
Na abertura da palestra sobre “Desafios da gestão tecnológica”, James Blyth, presidente da Diageo — empresa líder no setor de bebidas premium — pediu às pessoas da platéia que estivessem com celular que levantassem a mão. Todas levantaram. “Agora, continue com a mão erguida se seu aparelho tiver mais de cinco anos”, disse. Todos abaixaram as mãos. O celular de Blyth, adquirido em 2000, “executa as mesmas funções que os celulares de vocês”, disse o palestrante. A tecnologia móvel não “mudou substancialmente nos últimos cinco anos. Contudo, a maior parte das pessoas mudou de aparelho duas ou três vezes nesse período”. Seu objetivo, disse Blyth, não era o de fazer pouco da tecnologia, e sim o de analisar por que as empresas “desperdiçam quantidades enormes de dinheiro e de esforço” em investimentos em TI.
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