Fusões recentes: por que algumas decolam e outras não

Longe de constituir uma estratégia de êxito certo, as fusões e aquisições, de modo geral, não geram valor para as partes envolvidas. Agora que voltaram à moda - basta ver a quantidade de fusões anunciadas recentemente, além de outras ainda não consolidadas - vale a pena examinar o que distingue as fusões bem-sucedidas daquelas que não deram certo. Nos três artigos abaixo, a Universia-Knowledge@Wharton analisa as propostas de fusão entre a Procter & Gamble e a Gillette e entre a SBC Communications e a AT&T; analisa também por que tantas fusões fracassam.



Encontro do masculino com o feminino: a Gillette e a P&G unem suas marcas
Na fusão entre a Procter & Gamble e a Gillette, chama a atenção a química óbvia das  linhas de produtos masculina e feminina; contudo, as duas empresas compartilham também uma cultura de inovação e uma história de cooperação, conforme explicam os professores da Wharton e analistas da indústria. A nova empresa terá receitas anuais da ordem de US$ 60 bilhões e contará com mais de 200 marcas. Dessas 200, 21 têm vendas superiores a um bilhão de dólares ao ano. Tamanha presença de mercado suscita dúvidas sobre o impacto da nova corporação sobre outros fabricantes de bens de consumo, sobre o varejo e sobre a estratégia de marca de modo geral.

Mãe e filha se reencontram: afinal, a fusão AT&T/SBC gera ou não valor?
Edward E. Whitacre Jr., CEO da SBC Communications, vê a aquisição da AT&T por sua empresa como um negócio que “renovará a liderança dos EUA no segmento de tecnologia das comunicações”. Contudo, a fusão, de US$ 16 bilhões, suscita também uma série de questões ainda não respondidas, segundo especialistas da Wharton e de outras instituições. A menos que tais pendências sejam resolvidas, diz o professor, a fusão pode resultar em “um momento ímpar de aniquilação de valor”.

Por que muitas fusões não dão certo?
Com a recente divulgação das fusões entre Procter & Gamble e Gillette, e SBC e AT&T, é hora de fazer uma das mais perguntas mais comuns sobre fusões: o que é preciso para que uma empresa seja bem-sucedida depois da fusão? Afinal de contas, muitas fusões, em última análise, não geram valor para as empresas, resultando inclusive em sérios danos. Professores da Wharton e de outras instituições discutem os desafios específicos das fusões e propõem sugestões sobre como minimizar possíveis reveses.



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