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27 Jan - 9 Fev

O que há de novo O que há de novo
Haiti: que fazer depois da crise?
O terremoto que abalou o Haiti provocou um número assombroso de mortes e enorme destruição. Foi um lembrete para todos nós de que as catástrofes são, via de regra, imprevisíveis e que, portanto, é praticamente impossível estar preparado para elas. Contudo, ironicamente, há cerca de dois anos os cientistas haviam avisado sobre a iminência de um terremoto de grandes proporções. O governo haitiano não tinha os recursos necessários para absorver essa informação, o que levanta a seguinte questão: um país ou uma região qualquer do mundo, rica ou pobre, será capaz de tomar as medidas necessárias para evitar a destruição causada por catástrofes de qualquer tipo, sejam terremotos, furacões, ataques terroristas ou pandemias?  
Abertura de Cuba ao comércio americano: o otimismo sobreviverá à procrastinação?
Quando Barack Obama chegou à presidência um ano atrás, muitos grupos empresariais americanos esperavam que ele se empenhasse tanto quanto fosse necessário para pôr fim rapidamente ao embargo comercial e financeiro dos EUA a Cuba em vigor desde 1960. Para os otimistas, a questão não era exatamente o fim do embargo, mas a rapidez com que ele seria extinto e a velocidade com que exportadores, transportadoras, agenciadores de transporte internacional e outras empresas americanas passariam a tirar vantagem da proximidade de Cuba com os EUA. Não foi isso, porém, o que aconteceu. Apesar do persistente otimismo em relação às grandes oportunidades que aguardam as companhias americanas em Cuba, os fornecedores de bens e serviços dos EUA talvez tenham de esperar ainda muitos anos para que Cuba faça as reformas econômicas e políticas que abririam o mercado local para o comércio e o investimento americanos, segundo especialistas.
O sucesso da imobiliária Neinver mostra que nadar contra a corrente pode salvar sua empresa
Especializada em projetos para pronta entrega e produtos imobiliários não residenciais (superfícies comerciais e escritórios), a imobiliária Neinver é uma das únicas empresas espanholas que conseguiu driblar a crise por que passa o setor. Enquanto a maioria das empresas concentrava todos os seus esforços no crescimento rápido, os dirigentes da Neinver apostavam em um modelo muito especial: os outlets ou centros comerciais especializados em moda a preços baixos, o que fez dessa empresa familiar a segunda maior operadora do gênero na Europa.
CEOs na Argentina: as armadilhas da visão de curto prazo
“A escolha do CEO define o destino da empresa.” Essa frase, dita por Ram Charan, colunista da área de gestão da Fortune, serve de epígrafe e de inspiração para uma pesquisa recente sobre a forma de trabalho dos CEOs na Argentina. O estudo intitulado “A agenda do no.1: valor agregado da alta direção nas empresas”, destaca alguns pontos fracos dos principais executivos do país como, por exemplo, sua dificuldade em agregar valor à empresa, falta de interesse na busca do sucessor, além de uma agenda de curto prazo. Alejandro Carrera, professor da Escola de Negócios IAE e um dos autores da pesquisa, comenta os resultados desse trabalho com o Universia Knowledge@Wharton.
A China se recupera: quanto o consumidor ganha com isso?
Depois de um período difícil durante o Ano do Boi, é fácil perceber porque a China espera com ansiedade o início do Ano do Tigre em fevereiro. Graças em grande parte à capacidade do governo de manter a economia chinesa em movimento em 2009 por meio de um programa generoso de estímulos ao longo de dois anos no valor de 4 trilhões de renminbis (US$ 585 bilhões), a maior parte dos analistas espera um crescimento pujante para este ano. O desafio agora consiste em reduzir a dependência exagerada das exportações e da produção aumentando o consumo interno. Ao mesmo tempo, alguns especialistas advertem para o fato de que o desemprego e o espectro da inflação podem colocar em risco toda e qualquer confiança recém-adquirida por parte do consumidor.  
O Nexus One do Google mudará indústria de aparelhos sem fio?
No dia 5 de janeiro, o Google lançou, com uma boa dose de alarde, o Nexus One — o novo “superfone” da empresa. Embora o lançamento tenha sido rapidamente obscurecido pelo confronto surpreendente da companhia com a China, que estaria censurando seu motor de busca, a tentativa do Google de redefinir as regras da indústria sem fio não passou despercebida. Em sua loja digital, a empresa está vendendo o Nexus One diretamente ao consumidor, passando ao largo de provedores de serviços que funcionam como uma espécie de “intermediário” no modelo tradicional de vendas. A operação começou um pouco titubeante, o que levou alguns observadores a imaginar se o Google seria capaz de modificar o comportamento do consumidor e a economia de toda uma indústria.  
Do Venti Latte ao Homem-Aranha: as marcas globais se adaptam para conquistar a China e a Índia
Como pode uma empresa como a Starbucks vender café para uma nação cuja preferência nacional é o chá? Como devem agir os profissionais de marketing quando à menção do termo “material de escritório” seguem-se olhares de perplexidade no exterior? De que maneira podem as empresas tirar proveito do poder aquisitivo e dos desejos de uma população jovem em crescimento? Estes foram alguns dos desafios discutidos em recente congresso realizado em Nova York cujo tema foi “O papel das marcas na China e na Índia: realidade e futuro.”


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